O desafio da arquitetura para clínicas, consultórios e hospitais

  • Post publicado:15 de julho de 2025

Cuidar de pessoas é o centro do nosso trabalho na saúde, e cuidar do espaço onde esse cuidado acontece faz parte da mesma missão. Cada consultório, posto de coleta e sala de procedimentos comunica muito antes que alguém diga “bom dia”.

É aqui que a arquitetura se torna aliada estratégica, protegendo o fluxo clínico, assegurando as exigências sanitárias e elevando a experiência de pacientes e equipes.

Estudei a fundo o ebook da arquiteta Mariana Braga, da MB Arquitetos, referência em projetos para serviços de saúde, e confirmei o que observo diariamente nas consultorias: muitas obras fracassam porque o imóvel é escolhido às pressas, as normas da RDC 50 só aparecem na fase de licenciamento e itens como marcenaria técnica ou rede de gases passam despercebidos no orçamento.

Na Commerciare Gestão em Saúde acompanhamos dezenas de projetos de clínicas novas. Auxiliamos na construção de um plano de negócios consistente, no mapeamento de custos de implantação, na seleção do time técnico (arquitetura, engenharia, contabilidade) e na definição de um modelo de negócios aderente à demanda do mercado, com todas as fontes de receita identificadas. Nosso objetivo é garantir viabilidade desde o primeiro dia e sustentabilidade no longo prazo.

A lição central do material é direta: planejar custa muito menos do que remediar. Quando um arquiteto com domínio das exigências da vigilância sanitária avalia o imóvel antes da assinatura do contrato, ele evita salas com pé direito insuficiente, acessos que não comportam cadeiras de rodas e estruturas incapazes de receber um ar condicionado hospitalar. Quando participa do orçamento, detalha cada fase da obra e ajuda a manter reserva para imprevistos, impedindo que o custo final dobre.

O ebook também destaca a importância da acessibilidade e da ergonomia. Não basta cumprir a lei; é preciso pensar em quem chega com mobilidade reduzida e nos profissionais que passam horas em pé diante de equipamentos de imagem. Projetos que contemplam esses elementos reduzem fadiga, aumentam produtividade e demonstram respeito ao paciente.

Por fim, a autora lembra que a clínica que nasce hoje pode precisar dobrar de tamanho amanhã. Uma infraestrutura preparada para expansão evita poeira, interrupções de agenda e sobrecarga financeira no futuro. Planejar é, antes de tudo, proteger a reputação e a sustentabilidade do empreendimento.

Se você é gestor ou profissional de saúde e está prestes a construir ou reformar, inclua a arquitetura desde o primeiro rascunho do projeto. Valide cada norma antes de derrubar a primeira parede e mantenha seus indicadores financeiros sob controle. Assim, seu espaço se tornará tão eficiente quanto acolhedor, pronto para crescer junto com a sua carreira.

Quer aprofundar o tema?

Baixe gratuitamente aqui o ebook de Mariana Braga e tenha em mãos um guia prático para transformar ideias em ambientes seguros, funcionais e prontos para o futuro.

Boa leitura e excelente planejamento.