
A inovação nunca é um caminho confortável. No clássico “O Dilema da Inovação”, Clayton Christensen mostra que muitas empresas líderes falham por se acomodar em modelos consolidados e ignorar o que parece pequeno ou irrelevante no início. Essas ideias subestimadas podem, cedo ou tarde, transformar todo o mercado.
No setor da saúde, esse dilema se repete com força. Receitas tradicionais de atendimento, remuneração e gestão já não respondem às expectativas de uma sociedade conectada, exigente e cada vez mais digital. Além disso, por se tratar de um setor essencial para a sociedade, seu processo de manutenção das operações é complexo, diverso e, em muitos casos, com diversos tipos de conflito entre seus agentes.
A boa notícia é que a saúde vem se beneficiando de práticas inovadoras: telemedicina, inteligência artificial, modelos de clínica mais ágeis e startups que redesenham a jornada do paciente do agendamento ao pós-cuidado.
No Brasil, o acesso à saúde ainda é marcado por desigualdades profundas. Apenas cerca de um quarto da população conta com cobertura de planos de saúde privados, enquanto outro quarto depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS), que enfrenta limitações de financiamento, infraestrutura e capacidade de atendimento. Isso significa que metade dos brasileiros não consegue ter acesso regular e efetivo a serviços de saúde, recorrendo muitas vezes ao pagamento direto do próprio bolso para consultas, exames e tratamentos.
Esse cenário reforça que garantir acesso universal e equitativo à saúde é um dos maiores desafios tanto para gestores públicos quanto para líderes do setor privado. A construção de soluções sustentáveis, que combinem inovação, eficiência e políticas inclusivas, é urgente para reduzir o abismo existente entre necessidade e oferta de cuidados de qualidade.
Mais do que tecnologia, inovar na saúde é adotar uma forma nova de enxergar o cuidado. É entender que experiência, eficiência e sustentabilidade precisam caminhar juntas. É redesenhar processos, repensar jornadas e criar soluções que façam sentido para pacientes, gestores e profissionais.
Nesse contexto, o Healthtech Day Goiás aparece como um marco local de inovação na saúde. Nos dias 19 e 20 de setembro de 2025, das 18h às 22h, o evento acontece na sede da ACIEG (abertura) no HUB Goiás (segundo dia), em Goiânia, reunindo startups, investidores, professionals da saúde e talentos da tecnologia para discutir, criar e viabilizar soluções reais. Com painéis, palestras, sessões de pitch e a primeira Batalha de Healthtechs Goianas, o evento conecta ideias promissoras a capital, conselheiros e parcerias estratégicas.
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O Healthtech Day Goiás não é apenas um evento, é um movimento. Ali, o networking é mais que socialização, é estratégia em ação. Do ponto de vista econômico e humano, ele representa a urgência de trazer inovação para o cotidiano da saúde em Goiás, colocando o estado como referência crescente no ecossistema nacional.
Inovar na saúde, portanto, deixa de ser opção e torna-se condição de sobrevivência e crescimento.
O Healthtech Day Goiás é a prova de que, ao abraçarmos essa era de transformação, construímos um futuro mais acessível, integrado e humanizado, mas também sustentável e estratégico.
