News #62 – Pacientes estão trocando tratamentos por viagens?

  • Post publicado:27 de agosto de 2025

Bússola de Notícias da Saúde | Edição #62 | Commerciare Gestão em Saúde

Vivemos tempos de verdadeira adrenalina!

Como se não bastassem os já conhecidos conflitos políticos que, no país da polarização, nos vemos obrigados a acompanhar, agora surge também um embate comercial entre Brasil e Estados Unidos.

É difícil acreditar que este cenário se resolva em breve. O fato é que a preocupação com os rumos da economia é legítima, e seus reflexos já se fazem sentir de forma concreta na saúde. Desde meados de 2024, clínicas e serviços como odontologia, cirurgia plástica, estética e procedimentos ambulatoriais vêm registrando quedas significativas em suas vendas, sinalizando que a instabilidade macroeconômica alcança diretamente o setor.

Começando 2025, fomos pegos de surpresa: o brasileiro está viajando bastante em 2025

Estética humanizada e foco na autoestima

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O Brasil é o segundo país do mundo em número de procedimentos estéticos, mas uma nova abordagem vem se consolidando: a estética humanizada. A proposta não é apenas corrigir imperfeições, mas escutar, compreender a motivação do paciente e reforçar sua autoestima.

Esse movimento é um alerta para todos os serviços de saúde: a humanização não é detalhe, é essência. O paciente não quer apenas o procedimento, mas um cuidado que dialogue com sua identidade e com seu bem-estar integral.

Considerando o crescimento da oferta de serviços de saúde, e os impactos da economia no consumo, como será o futuro da estética?

Turismo aéreo em alta e impacto na saúde

Em julho de 2025, o Brasil bateu recorde histórico: 11,6 milhões de passageiros em voos, crescimento de 7,5% sobre 2024. O turismo interno e internacional impulsiona esse movimento.

Profissionais de saúde seguem percebendo o quanto seus serviços concorrem com o turismo, uma vez que muitos pacientes optam por viajar antes de investir em seu sorriso, por exemplo.

Saúde social: conceito e relevância — Futuro Explica

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“Saúde social” é a nova fronteira do bem-estar. Além dos cuidados físico e mental, entra em cena o cuidado social, isto é, a qualidade dos laços interpessoais que também impactam a saúde integral. No SXSW 2025, Kasley Killam apresentou a chamada “estratégia 5 3 1”: conectar-se com cinco pessoas por semana, cultivar três relacionamentos íntimos e dedicar uma hora por dia a interações significativas. Empresas e sistemas de saúde já começam a adotar essa perspectiva diante da epidemia de solidão.

Esse olhar amplia o cuidado para além da clínica e reconhece que a saúde é igualmente relacional. Inserir o conceito de saúde social em programas corporativos e assistenciais pode fortalecer adesão, empatia e resiliência. Incorporar esse princípio no desenho de serviços e ambientes, presenciais ou digitais, tem potencial para gerar benefícios profundos e duradouros

E as operadoras de saúde? O que estão fazendo para se reinventar no mercado equais os resultados, mesmo neste ambiente de instabilidade economica?

Care Plus investe em M&A para verticalização e atendimento domiciliar

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A Care Plus, operadora brasileira controlada pela Bupa, traçou uma estratégia de crescimento baseada em aquisições de laboratórios, hospitais e serviços de atenção domiciliar. Em 2024, a empresa faturou 2,6 bilhões de reais e alcançou 600 mil beneficiários. O plano prevê ampliar o acesso a serviços prestados em casa, um movimento fortalecido pelo período pós-pandemia. Paralelamente, avança no país o debate sobre a regulação de planos ambulatoriais, focados em consultas e exames, mas sem cobertura para internações complexas.

Esse processo de verticalização reflete uma evolução no modelo assistencial, com o objetivo de reduzir intermediários, otimizar a logística e agregar valor ao beneficiário. A eventual regulamentação de planos ambulatoriais tende a reforçar essa tendência. Para os gestores, trata-se de uma oportunidade estratégica: investir em parcerias locais, redes multidisciplinares e inovação no atendimento domiciliar pode representar diferenciação e competitividade.

Em essência, a verticalização nada mais é do que a redução de intermediários na cadeia de saúde. E, nesse movimento, o ganho esperado não se limita apenas à eficiência administrativa, mas também à possibilidade de criar experiências de cuidado mais integradas e consistentes.

Crescimento de idosos e queda de crianças nos planos de saúde

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O setor de saúde suplementar evidencia um processo de envelhecimento da base de beneficiários. Entre maio de 2024 e maio de 2025, o número de pessoas com 65 anos ou mais aumentou em aproximadamente 142 mil, enquanto a faixa de zero a quatro anos registrou uma redução de quase 99 mil usuários. Os maiores crescimentos ocorreram entre os grupos de 45 a 49 anos e acima de 80 anos. No total, são 52,6 milhões de beneficiários de planos médico-hospitalares, com destaque para a expansão dos planos coletivos empresariais.

Esse envelhecimento da carteira representa um chamado claro para repensar serviços. Operadoras e gestores precisam adaptar produtos, canais de comunicação e modelos assistenciais ao público mais idoso, valorizando a prevenção, a acessibilidade e a continuidade do cuidado. A queda entre os beneficiários infantis, por sua vez, pode refletir mudanças demográficas ou maior adesão a outros modelos, como o sistema público ou autogestão, o que exige atenção e análise estratégica.

Planos com coberturas combinadas (médica + odontológica)

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Até junho de 2025, 3,6 milhões de brasileiros possuem planos de saúde que unem cobertura médico-hospitalar e odontológica num único contrato, segundo o IESS. Essa modalidade oferece mais conveniência, potencial de fidelização e facilita a integração dos cuidados. Está em expansão especialmente em planos coletivos empresariais, impulsionados pelo crescimento do emprego formal (1,6 milhão de vagas entre jun/24 e jun/25).

Essa tendência de combinar coberturas aponta para uma oferta mais integrada e eficiente, que valoriza a experiência do beneficiário. Para operadoras, representa uma oportunidade de fidelizar clientes e reduzir custos administrativos. Gestores devem ponderar se seus protocolos clínicos e operacionais estão prontos para oferecer esse formato com qualidade.

Com tantas informações, o que de fato é preocupante? O cenário das operadoras, a principio com números positivos, ou a economia que gera redução no consumo de serviços de saúde particulares?

Assim, concluímos mais uma edição da nossa Bússola de Notícias!
Esperamos que você tenha aproveitado essa jornada pelo universo da saúde.